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terça-feira, 23 de julho de 2013

Metáfora e Comparação




E aí, pessoal?

Primeiro, eu gostaria que vocês ouvissem essa música do Djavan, linda, linda, e depois se atentassem para a letra. Os versos de "Faltando um pedaço" alternam metáforas e comparações. Será que nós temos bem demarcado em nossas mentes a diferença entre essas duas figuras?

No nosso último post, falamos sobre metáfora. Mas, e a comparação, o que a define?

A comparação irá buscar a semelhança entre dois termos da mesma natureza ou de naturezas diferentes. Na realização desta figura, são encontrados conectivos, a exemplo de: como, tal (tais)... qual (quais). Ex.: O amor é como um raio...
 Notem que no mesmo verso, logo após comparar o amor a um raio, o autor acrescenta uma metáfora para determinar a palavra raio. "Um raio galopando em desafio."

Enquanto na comparação se aproximam termos por meio de conectivos, na metáfora ocorre uma fusão entre as características dos dois termos.


Faltando um Pedaço
Djavan

O amor é um grande laço, um passo pr'uma armadilha
Um lobo correndo em círculos pra alimentar a matilha
Comparo sua chegada com a fuga de uma ilha:
Tanto engorda quanto mata feito desgosto de filha
O amor é como um raio galopando em desafio
Abre fendas cobre vales, revolta as águas dos rios
Quem tentar seguir seu rastro se perderá no caminho
Na pureza de um limão ou na solidão do espinho
O amor e a agonia cerraram fogo no espaço
Brigando horas a fio, o cio vence o cansaço
E o coração de quem ama fica faltando um pedaço
Que nem a lua minguando, que nem o meu nos seus braços

Metáfora - Gilberto Gil

Olá, a tod@s

Olha que música linda eu achei quando estava pesquisando para fazer uma aula mais musical para nós.


Metáfora

A metáfora continua e aprofunda o mundo da comparação, fazendo uma comparação mental subjetiva; é uma comparação implícita.

Na letra da música "Metáfora", o autor joga com a semelhança sonora entre a meta do poeta e a metáfora, significar além dos limites do uso comum da palavra. A palavra nas mãos do poeta nunca é vulgar, até o nome de um objeto vulgar como uma lata pode se tornar um elemento de ambiguidade, pode conter o incontível.  Neste verso, o jogo de significações contrapõe também a ideia embutida no objeto lata, cujo conteúdo é limitado, ao lata poético, sem limites de conteúdo, físico ou metafórico. No caso das palavras, o que não tem limite são as significações. Assim, a metáfora torna a palavra absoluta, pois não a limita, torna-a livre.





Metáfora

Gilberto Gil

Uma lata existe para conter algo
Mas quando o poeta diz: "Lata"
Pode estar querendo dizer o incontível
Uma meta existe para ser um alvo
Mas quando o poeta diz: "Meta"
Pode estar querendo dizer o inatingível
Por isso, não se meta a exigir do poeta
Que determine o conteúdo em sua lata
Na lata do poeta tudonada cabe
Pois ao poeta cabe fazer
Com que na lata venha caber
O incabível
Deixe a meta do poeta, não discuta
Deixe a sua meta fora da disputa
Meta dentro e fora, lata absoluta
Deixe-a simplesmente metáfora


Arte Literária

Olá, amig@s

Esta semana passada nós discutimos sobre as peculiaridades da palavra no texto literário. Não é incrível como uma palavra usada no cotidiano tem diversas significações, a depender do contexto, mas no texto literário esse leque de possibilidades se abre ainda mais?

Um dos poemas que mais gosto do Drummond, "Procura da Poesia", a meu ver, resume muito bem as nossas discussões sobre como a palavra-arte se difere da palavra comum.




terça-feira, 16 de julho de 2013

Tenda dos Milagres - Revisão sobre alteridade

E aí, pessoal?

Eu sei que o nosso tempo é sempre muito curto, então vou adiantando aqui os trechos que estaremos trabalhando em aula para que vocês possam refletir com mais calma sobre eles. Depois que nós os analisarmos juntos, eu vou postar aqui as nossas respostas e impressões sobre a obra trabalhada. Tudo ok? Então até mais!




Lembrando que os nossos slides são em sua maioria retirados do Módulo do Universidade Para Todos - 2013.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Dica de leitura - Clichês

Pessoal,

O Bráulio Tavares, que escreve uma coluna diária no Jornal da Paraíba e para o blog  Mundo Fantasmo, postou nesta sexta feita um texto crítico e esclarecedor sobre clichês.  Leiam lá.